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QUANTO você precisa se exercitar para MELHORAR sua saúde mental, de acordo com a ciência


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Com a recente controvérsia sobre os benefícios do óleo de peixe para a saúde e outras estratégias de bem-estar, pode ser reconfortante saber que uma coisa permanece constante: o exercício é bom para o corpo.

Qualquer movimento, mesmo caminhando, traz uma série de efeitos cardiovasculares que podem ajudá-lo a viver mais, se sentir melhor e a não ficar sem fôlego ao perseguir crianças ou pequenos animais.

A questão de quanto exercício é melhor, porém, está aberta ao debate. A resposta geralmente depende de seus objetivos.

Para a saúde do coração, sessões de quatro a cinco vezes por semana podem ser ideais.

Para saúde mental?

Conforme relata o The Independent, os cientistas acreditam que existe uma receita bastante específica: praticar exercícios por 45 minutos, três a cinco vezes por semana.

Os dados vêm de um novo e abrangente estudo observacional publicado no The Lancet Psychiatry e conduzido por pesquisadores de Yale e da Universidade de Oxford.

O estudo examinou 1,2 milhão de indivíduos que preencheram a Pesquisa de Vigilância do Fator de Risco Comportamental em intervalos de dois anos entre 2011 e 2015. Os indivíduos que não se exercitaram tiveram uma média de três dias e meio por mês quando se sentiram mal-estar mental – estressado, deprimido ou de alguma outra forma sobrecarregado por problemas emocionais – enquanto aqueles que se exercitavam regularmente relataram uma média de apenas dois dias.

O estudo descobriu que um regime de três a cinco sessões de 45 minutos por semana era ideal para reduzir os casos relatados de sentimento de estresse ou depressão. A prática de exercícios por períodos mais longos – alguns sujeitos relataram exceder 90 minutos na academia – foi associada a uma queda nos benefícios para a saúde mental.

Indivíduos que passavam três horas por vez se exercitando, na verdade, relataram um aumento nos sintomas depressivos, uma possível consequência de terem traços de personalidade obsessivos que poderiam influenciar seu estado psicológico geral.

Os pesquisadores também descobriram que o tipo de exercício realizado fez a diferença. Embora todas as variedades ajudassem, pessoas que participavam de esportes coletivos promovendo interação social e aulas de ginástica, como ciclismo ou aeróbica, descreveram maior autossatisfação com a saúde mental.

Como o estudo envolveu resultados autorrelatados e o exercício não foi monitorado, é possível que os participantes tenham interpretado mal o volume de exercício realizado. O escopo do estudo, no entanto, apresenta um caso convincente para uma noção popular: se os exercícios fossem uma pílula, os médicos de todos os lugares estariam prescrevendo-os.


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